Para conhecer os sintomas dos Distúrbios do Sono,
clique nos itens abaixo.
- INSÔNIA:
Insônia é antes de tudo, um sintoma e não uma doença. Caracteriza-se de diferentes maneiras, podendo ser dificuldade em iniciar o sono, despertar durante a noite, despertar muito cedo e não conseguir mais dormir, ou muitas vezes, dormir uma quantidade aparentemente normal, mas acordar pela manhã cansado, com dores no corpo, desanimado, irritado e com mal humor, como se o sono não tivesse sido restaurador.
Esse sintoma deve ser analisado sob 3 importantes aspectos: o aspecto físico, o psicológico e o social. Doenças físicas tal como ansiedade, depressão, devem ser observadas. Ingestão de bebidas alcoólicas ou medicações, como por exemplo, remédios á base de xantinas, cafeínas e pseudoefedrinas, podem ocasionar noites mal dormidas. Outra causa comum é a insônia hipnótica dependente, ou seja, quanto mais o paciente toma remédios para dormir, mais insônia apresenta. Exercícios físicos extenuantes antes de dormir podem provocar insônia, pois aumenta a temperatura corporal, e necessitamos de temperatura corporal mais baixa para favorecer o sono.
Geralmente, as insônias são agravadas por um conjunto de fatores que provocam dificuldade para dormir, isso sem mencionar a predisposição para se ter insônia, freqüentemente quem sofre de insônia, tem familiares com o mesmo problema.
Podemos definir a insônia de três formas:
1. Insônia de inicio , onde a pessoa tem dificuldade de pegar no sono.
2. Insônia intermediaria que é responsável pela interrupção constante do sono.
3. Insônia terminal, que provoca um despertares muito antes da hora de acordar (despertar precoce).
Também pode ser classificada conforme a duração do sintoma:
1.Aguda 1 – 3 semanas
2.Intermediária 1 – 3 meses
3.Crônica mais de 3 meses
- RONCO
O ronco é causado pelo estreitamento da faringe (garganta), o que força o ar ter que passar com maior velocidade provocando a vibração dos tecidos moles: palato mole (céu da boca), úvula (campanhia) e paredes laterais da faringe.
O fenômeno central para o surgimento do ronco consiste na garganta estreita. O tônus dos músculos da garganta se reduz durante o sono, levando progressivamente ao estreitamento da via aérea aumentando a velocidade e a vibração das partes moles da boca. O sono, além de provocar relaxamento muscular , altera a coordenação entre as contrações do diafragma e dos músculos da garganta. Normalmente, a inspiração inicia pelos músculos da asa do nariz e propaga-se pela faringe, laringe e parede torácica, até alcançar o diafragma. Suspeita-se que os roncadores sofram uma perda dessa coordenação herdada geneticamente.
Além disso, fatores anatômicos como obesidade, queixo pequeno, mordida estreita, céu da boca (palato) em formato de ogiva, amígdalas e adenóides aumentadas, em suma, tudo que estreite a passagem do ar e facilite o contato entre as paredes da garganta, propiciara o ronco.
O ronco pode ser um sintoma da apnéia do sono (paradas respiratórias enquanto dormimos). O risco de pressão alta em quem ronca chega a dobrar após quatro anos com o problema.
O problema tende a se agravar com idade, consumo de bebidas alcoólicas ou medicamentos ansiolíticos (benzodiazepinicos). Aproximadamente 45% dos adultos normais roncam, pelo menos ocasionalmente, e 25% são roncadores habituais.
- APNÉIA
A apnéia / hipopnéia é definida com interrupção / diminuição do fluxo aéreo (respiração), o que leva a uma queda do oxigênio no sangue e a despertares freqüentes durante a noite na maioria das vezes é de 5 – 12”, o individuo nem percebe que acordou.
Existem 3 tipos de apnéia:
1.Apnéia Obstrutiva, quando o fluxo de ar é interrompido e a pessoa apresenta um esforço respiratório que interrompe o sono.
2.Apnéia Central em que não ocorrem fluxo nem esforço respiratório.
3. Apnéia Mista, onde ocorre a combinação das duas apnéias, (inicialmente apnéia central seguida por esforços respiratórios sem fluxo).
A apnéia obstrutiva pode ser um distúrbio provocado por alterações anatômicas e diminuição de atividade dos músculos dilatadores da faringe. Dentre as alterações anatômicas podem estar: o aumento das adenóides e amigdalas – fatores principais de distúrbios na infância.
Em adultos, uma pequena parte pode ter anormalidades cranioencefálicas. A obesidade também é um fator importante que agrava o quadro da apnéia, porém a maioria é ainda de causa desconhecida.
Durante as apnéias, os indivíduos têm pequenos despertares que interrompem o sono, prejudicando o descanso. Sintomas como ronco, sonolência diurna excessiva, problemas de concentração, falta de memória, irritabilidade, dores de cabeça , perda da libido e sensação de sufocamento durante a noite em casos mais graves, são sintomas que indica a necessidade de tratamento.
A Síndrome da Apnéia Obstrutiva do Sono é uma doença grave, pois aumenta as morbidades. Ela pode provocar dores de cabeça matinal, dificuldade de concentração, depressão, irritabilidade, perda de memória, perda de libido, dificuldade de emagrecer, acidente de trabalho ou de trânsito causado por sonolência, e uma acentuada diminuição da qualidade de vida. E essa quando se apresenta em grau severo (30 paradas respiratórias ou mais por horas), esta ligada diretamente ao aparecimento de doenças cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmia cardíaca, infarto do miocárdio, derrame cerebral.
Conforme dados, no Brasil encontramos 8,5 milhões de pessoas que são afetadas pela apnéia (5% a 7% da população).
- NARCOLEPSIA
A Narcolepsia é um distúrbio de sono caracterizado por sonolência diurna excessiva catalepsia (perda do tônus muscular, geralmente deflagrada por emoção riso, raiva, susto...) é uma intrusão de sono REM na vigília.
Seu sintoma mais expressivo é a sonolência diurna intensa que é bastante incapacitante, apresentando esses indivíduos “crises incontroláveis de sono , que deixa o paciente em perigo durante a realização de tarefas comuns, como dirigir, operar certos tipos de máquinas e outras ações que exigem concentração”. O problema faz com que a pessoa passe a apresentar dificuldades no trabalho, na escola e, até mesmo em casa.
A síndrome narcoleptica consiste de cataplexia e outros fenômenos REM (sono com a presença de movimentos rápidos dos olhos): como paralisia do sono (o individuo acorda mas não consegue se mexer) e alucinações hipnagogicas (apresenta alucinações visuais e/ou auditivas no início do sono) e a cataplexia que é a perda do tônus dos músculos posturais, desencadeada por emoção, que ocorre durante o estado de vigília.
Nas transições de vigília para o sono, o paciente com narcolepsia apresenta com freqüência paralisia do sono, que é a incapacidade de mover-se ou falar, além de alucinações visuais. A cataplexia, a paralisia do sono e as alucinações hipnagógicas são manifestações patológicas do sono REM.
A causa da narcolepsia é a deficiência de neurônios que produzem hipocretina no hipotálamo.
Aparentemente, fenômenos inflamatórios causam a destruição da fina camada desses neurônios fundamentais para a manutenção da vigília.
As manifestações da narcolepsia, principiando pela sonolência diurna excessiva, começam geralmente na adolescência. De origem genética, a doença também pode estar associada a outros distúrbios do sono.
- SINDROME DAS PERNAS INQUIETAS
A síndrome das pernas inquietas (SPI) causa sensações desagradáveis e angustiantes nas pernas, sobretudo na região da panturrilha (batata da perna), pode ser descrita como formigamento, câimbra, “choquinho”, dor, desconforto, queimação. Pioram com o repouso, no final do dia e melhora com atividade física, como andar, subir escada ou estica-las. Muitos indivíduos acometidos por esta síndrome apresentam dificuldade de iniciar o sono, devido ao desconforto dos membros o que os impulsionam a mexer, se esticar ou mesmo ter que sair da cama para andar, somente assim obtendo o alivio. Dez por cento (10%) da população apresenta estes sintomas. É muito comum a associação desta síndrome com os movimentos periódicos dos membros (inferiores ou mesmo superiores), donde observa-se movimentos rítmicos dos membros durante o sono, levando a fragmentação d o sono e como conseqüência sonolência diurna excessiva. Oitenta por cento (80%), dos indivíduos que apresentam sindrome das pernas inquietas apresentam a síndrome dos movimentos periódicos dos membros durante o sono.
Estudos recentes demonstram a associação entre a síndrome dos movimentos periódicos dos membros inferiores (ou superiores) com a hipertensão arterial sistêmicas, fazendo crer que o movimento periódico dos membros é uma deflagradora de aumento pressão arterial sitemica em indivíduos susceptíveis.
Entre as principais causas deste distúrbio estão à deficiência de ferro, cálcio e magnésio, alterações na neurotransmissão dopaminérgica, doenças renais, gravidez e fatores genéticos.
A síndrome também pode provocar angustia, insônia, sonolência excessiva durante o dia, cansaço e irritabilidade, além de déficit de concentração e memorização.
- BRUXISMO
O Bruxismo é distúrbio caracterizado pelo ranger ou apertar dos dentes durante o período de sono. Sua causa ainda não foi definida completamente, porem durante o Bruxismo, as forças realizadas sobre a musculatura mastigatória e os dentes são excessivas produzindo sintomas musculares e dentais, tais como: dor fácil atípica, desconfortos muscular principalmente ao morder, dores de cabeça, desgastes dos dentes e danos ás gengivas. Um sintoma típico é o desgaste do esmalte dos dentes.
O bruxismo esta associado ao estresse em 100% dos casos. Todos os pacientes com sintomas de bruxismo têm aumento da tensão emocional. Um alinhamento incorreto dos dentes e fechamento inadequado da boca está presente na maior parte dos casos, mas dificilmente são suficientes para causar o problema na ausência de um aumento da tensão.
A doença pode atingir qualquer pessoa, e é mais freqüente entre os 15 e 35 anos. É também mais freqüente nas mulheres do que nos homens.
- SONO NA DEPRESSÃO
A maioria das pessoas com depressão sofre com a alteração do sono. Cerca de 90% dos pacientes relatam alguma perturbação e as queixas mais comuns é dificuldades em iniciar o sono, vários despertares durante a noite sem conseguir voltar a dormir e despertares precoce, e menos freqüente sonolência excessiva que incapacitam de exercer atividades habituais. Durante uma depressão os ciclos de sono ficam desregulados, com fases de sono profundo e fases de pouco sono.
Os principais sintomas da depressão são:
Perda de interesse
Tristeza
Perda de energia
Falta de atenção
Angustia
Sono alterado
Perda da Libido
Desanimo frustração
Falta de apetite
Ansiedade
Perda de prazer
Idéias de suicídio
Irritabilidade
Baixa auto-estima
Visões pessimistas
Estresse
Abuso de álcool
As pessoas com depressão grave precisam de atenção médica. Um plano completo de tratamento pode incluir psicoterapia e medicamentos antidrepessivos bastante eficazes, com melhora significativa na qualidade do sono e tristeza. Para muitos pacientes, o exercício pode ser outro elemento importante. Durante a atividade física, o organismo libera endorfina que auxilia no combate á depressão. Depois de duas semanas, o paciente fica estimulado com os resultados alcançados através dos exercícios e o organismo começa a agir.
- SONAMBULISMO
O sonambulismo caracteriza-se por falar, sentar, ou também por andar pelo quarto e, até mesmo, pelos ambientes da casa. O maior cuidado que se deve ter nesses casos é o acompanhamento do sonâmbulo e medidas de segurança para que não ocorra nenhum acidente de maior gravidade.
O sono tem quatro estágios durante os quais as ondas cerebrais diminuem de intensidade até atingir um profundo estado de relaxamento. A baixa atividade se mantém no hipotálamo, ligado á consciência e no córtex cerebral, que controla os movimentos do corpo.
No caso dos sonâmbulos, essas ondas vindas de uma aérea do cérebro chamada ponte, são irregulares. Por isso, não cumprem a contento a função de inibir a região motora.
O sonambulismo, geralmente hereditário, ocorre em aproximadamente 20% das crianças de 3 – 10 anos, depois tende a desaparecer sem deixar vestígios. Porém, uma pequena porcentagem pode persistir na fase adulta.
- SINDROME DE SONO INSUFICIENTE
Distúrbio que ocorre em individuo que, persistentemente deixa de obter sono noturno suficiente para suportar a vigília em alerta normal. O individuo terá queixa de sonolência excessiva ou, em crianças antes da puberdade, poderá haver dificuldade de iniciar o sono. O período habitual de sono será mantido, voluntariamente, menor que a duração esperada para idade do individuo.
Pessoas privadas de sono por preparação para exames e campanhas políticas não devem ser classificadas nessa síndrome.
- TERROR NO SONO
É caracterizado por um despertar súbito de ondas lentas (sono mais profundo), com um grito ou choro, acompanhado por manifestações de medo intenso. Os episódios usualmente ocorrem dentro do primeiro terço da noite e acontece amnésia total ou parcial dos eventos durante os episódios.
- DOENÇA COMPORTAL DO REM
Essa é uma patologia que acomete população mais idosa ( 6º – 8º décadas). É caracterizada por vivenciar e dramatizar os sonhos. O individuo acometido por essa doença apresenta comportamento noturno, muitas vezes violentos, durante o sono (dramatização do sonho), principalmente no ultimo 1/3 da noite. Período este que o sono REM é mais pronunciado.
- SINDROME DA MORTE SUBITA DO LACETENTE
Morte inesperada, súbita na qual uma investigação completa post-mortem é incapaz de demonstrar uma causa adequada para a morte. Na quase totalidade dos casos a morte ocorre durante o sono e é inesperada por ser o bebê saudável, sem história de doença.
Após os exames post-mortem, o caso permanece inexplicado. As vitimas são lactentes de menos de 1 ano de idade mas em raros casos podem ser crianças entre 12 e 24 meses. No Brasil, o diagnóstico é praticamente ignorado. Nos países desenvolvidos é a principal causa de morte no primeiro ano de vida.